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Transplantes de rim crescem 49% em Pernambuco

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Dos 1.005 pacientes em fila de espera por um órgão ou tecido, 776 aguardam a doação de um rim. Apesar de ser a maior fila, os pacientes podem contar com mais uma esperança: o aumento das doações em 2017. Até o mês de agosto, 259 rins foram transplantados no Estado, um aumento de 49% em relação ao mesmo período de 2016, com 174. Com esses números, Pernambuco ocupa a primeira colocação no Norte e Nordeste no ranking nacional de transplantes. Agora em setembro, mês de conscientização sobre doação de órgãos e tecidos, a Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE) reforça a importância desse ato e de ampliar o diálogo sobre o assunto nas casas e nas unidades hospitalares.
“O aumento nas doações impacta diretamente na diminuição na fila de espera de um órgão ou tecido e, consequentemente, na melhor qualidade de vida daquele paciente que precisava da doação. Sabemos que o paciente que precisa de rim tem na hemodiálise um suporte para continuar vivendo, mas essa é uma alternativa de tratamento. O transplante tira o compromisso do paciente de passar diversas horas durante a semana ligado a uma máquina, podendo ter uma melhor qualidade de vida e maior liberdade”, afirma a coordenadora da Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE), Noemy Gomes.
A doação de rim ocorre de um doador que teve diagnóstico de morte encefálica e que teve o ato autorizado pela família. Essa também é uma doação que pode ser feita em vida. Nesse último caso, o doador precisa ter grau de parentesco de até quarto grau com o receptor, além de compatibilidade sanguínea e imunológica e ter uma boa saúde. Em caso de doador não aparentado, é preciso de um aval da justiça e um parecer técnico da Central de Transplantes. “Na doação entre vivos, o doador levará uma vida normal e saudável com apenas um rim”, ressalta Noemy.
BALANÇO – Até agosto 1.241 órgãos e tecidos foram transplantados em Pernambuco, um aumento de 29% em relação ao mesmo período de 2016, quando foram realizados 961 procedimentos. O aumento da doação de rim ficou no segundo lugar no ranking da CT-PE. Em primeiro está os transplantes de coração, que totalizaram 40, ampliação de 60% quando comparado com os dados do mesmo período de 2016 (25).
Também foram realizados 90 transplantes de fígado (70 em 2016 – aumento de 29%), 696 de córnea (546 em 2016 – aumento de 27%), 147 de medula (137 em 2016 – aumento de 7%), 6 de rim pâncreas, mesmo quantitativo de 2016, além de 2 de válvula cardíaca e 1 de fígado/rim.
“No Brasil, a doação de órgãos e tecidos precisa ser autorizada por um parente de até segundo grau. Neste mês de setembro, reforçamos a importância de debater esse assunto dentro de casa, para que o indivíduo expresse seu desejo em vida. Nas unidades hospitalares, também fazemos um trabalho de acolhimento com os familiares dos potenciais doadores para informá-los da possibilidade da doação e para dá-los todas as informações possíveis para que eles possam exercer o direito da doação”, frisa Noemy Gomes. Nos primeiros meses deste ano, 46% das familiares negaram a doação. Das 238 entrevistas realizadas, 129 possibilitaram doações e 109 foram de recusa. Apesar do dado, Pernambuco teve um aumento de doadores por milhão de população (pmp). Em 2016, o número era de 15 doadores por milhão de população. Em 2017, o quantitativo está em 20.

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